Como transformar um projeto planejado, com início, meio e fim, numa fonte de gastos questionáveis em meio a uma crise sem precedentes

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FUNDADA EM 3 de outubro de 1953, o, a Petrobras já foi motivo de orgulho aos brasileiros, seja em tempos de governos militares e seus jargões ufanistas: “o108-2 petróleo é nosso”, em momentos de crescimento e valorização internacional, mas que incluíram trapalhadas, como tentar rebatizá-la de ‘Petrobrax’, ou mesmo sob o jugo de governos populistas que a utilizaram como ferramenta eleitoral e base de manobras nada ortodoxas, que acabam comumente em tribunais, delações e penitenciárias. Apesar disso tudo, a gigante de capital misto e controle estatal sempre teve uma forte ligação com o esporte motorizado. Já que começamos citando datas, a de 30 de março de 2010 deve ser lembrada com orgulho. Neste dia foi divulgado o ranking FT Global 500 do prestigioso jornal Finantial Times, que lista as 500 maiores empresas do mundo. Com os cerca de US$ 70 bilhões que a Petrobras conseguiu com o processo de capitalização à época, a petrolífera brasileira se tornava a quarta maior empresa do mundo em valor de mercado, considerando o fechamento das bolsas de valores naquela semana. A Petrobras passava a valer cerca de US$ 217 bilhões, mais do que companhias como a Microsoft, o Wal-Mart e a General Electric. À frente da Petrobras estavam apenas a Exxon Mobil, com valor de mercado de US$ 311 bilhões, a PetroChina, com US$ 265 bilhões e a Apple, com US$ 264 bilhões. Sim, a Petrobras já valeu quase o mesmo que a Apple!

Outra data a ser lembrada está no ano de 1994. Suscetível às mais variadas pressões políticas e de lobby, os pedidos de patrocínio a apadrinhados de políticos, fornecedores e parceiros de negócios, a Petrobras decidiu criar uma Comissão de Esportes a 108-3Motor, que visava dar um enfoque puramente técnico na análise das toneladas de propostas de patrocínio que se amontoavam sobre as mesas de diversas pessoas de diversos setores da companhia, nem sempre em sintonia ou em comunicação entre si. Formada por funcionários de diversas áreas da companhia, como marketing, comunicação, comércio, refino, pesquisa, bem como áreas técnicas e de comunicação da BR Distribuidora, ela tinha como objetivo avaliar oportunidades de patrocínio, desenvolvimento tecnológico e fornecimento de produtos, acompanhando os eventos e garantindo o sucesso dessas participações.

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No ano seguinte foram iniciados convênios tecnológicos com a Fórmula 3 Sul-americana, que na época era um celeiro de formação de grandes pilotos, entre eles, Ricardo Zonta, Bruno Junqueira, Cristiano da Matta, Max Wilson e Hélio Castroneves, para citar alguns que chegaram ao topo do esporte. Em 1996 foi a vez da Fórmula Chevrolet, degrau anterior à F3, receber o apoio da Petrobras através de convênios tecnológicos com equipes. A capilaridade do apoio da Petrobras e da BR Distribuidora ao esporte se estendia diretamente para o nascedouro dos pilotos em 1999: o kart. A Seletiva de Kart Petrobras nascia com a proposta de apoiar os kartistas brasileiros no momento em que é mais difícil conseguir patrocínio, para que pudessem dar continuidade às suas carreiras. Os karts e motores utilizados são monomarca e fornecidos pelo organizador…

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