O GT retorna a Le Mans e dá à Ford um novo superesportivo para as ruas

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NESSE MOMENTO O NOVO Ford GT é como um iceberg no mar dos supercarros. Já o vimos, ele é real, já estreou nas pistas, mas saber exatamente qual será o impacto de sua volta às 24 Horas de Le Mans, depende muito do que há em baixo de sua carroceria. Os sinais são entusiasmantes, mais de 600 cv, construção em fibra de carbono e aerodinâmica excepcional. É um ‘blip’ significante no radar que atraiu a atenção de todos.

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O projeto foi cercado de sigilo absoluto desde o início. Nasceu de um pequeno time formado na base de Dearborn, EUA, que trabalhou durante noites e fins de semana – únicos momentos em que podiam tirar o carro do esconderijo com luz natural. A enxurrada de rumores e especulações acabou quando foi revelado no Salão de Detroit, e mesmo assim ele chocou a todos, ali estava um novo Ford GT. Não apenas em conceito, mas como resultado de todas as intenções e expectativas que aumentaram ainda mais quando a montadora fez a revelação oficial em junho de 2015 em Le Mans, de que ele estaria de volta à mítica e mais importante prova de Endurance do mundo dali a um ano, como última celebração dos 50 anos do modelo original que venceu três vezes em La Sarthe.

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Porém, o que mais se sobressai nesse lançamento é o sentimento envolvido, definitivamente nada que se pareça com autopromoção em cima de uma marca de respeito. O que há de concreto é um chassi 100% em fibra de carbono, assim como os painéis da carroceria, componentes de alumínio para fixação do motor e suspensões na frente e traseira – também para O painel de fibra de carbono é parte estrutural do chassi e isso deverá se tornar tendência na indústria aumentar a segurança. No lugar de um V8 da velha escola, um V6 biturbo EcoBoost de 3.5 l que manda torque para as rodas traseiras através de um câmbio automático Getrag de sete marchas e dupla embreagem. A suspensão utiliza amortecedores ‘inboard’ acionados por estrutura ‘push-rod’ e um sistema inédito que combina mola e barra de torção ativa, que trabalha em conjunto com a aerodinâmica do carro. Os freios são Brembo de carbono/cerâmica. O interior apresenta um mostrador digital com todas as informações, borboletas para troca de marchas e volante ovalado repleto de botões.

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Dave Pericak, diretor da Ford Performance – departamento que agora congrega a Ford Racing e a área de desenvolvimento de carros de alto desempenho da montadora – justifica o sigilo exagerado em torno do modelo: “Sem dúvida é um modelo que mexerá muito com a concorrência, além de que estávamos preparando os primeiros exemplares para a estreia nas 24 Horas de Daytona, que determinamos como evento teste, além de que a versão de rua também está em desenvolvimento, o que exige cuidado na revelação de detalhes”. Muito discurso e pouca informação. Quer dizer então que o modelo de pista e o de rua serão diferentes?

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