Que maravilhoso sopro de ar fresco! Simples, brutal, analógico…
O novo BMW M2 é o primeiro legítimo M em anos – e fomos os primeiros a dirigi-lo

068-1

POSSO ESTAR ERRADO ou exagerando, mas Laguna Seca deve ser o mais sensacional autódromo do mundo. Me refiro ao traçado, que tem um pouco das melhores coisas que se encontram em estradas maravilhosas pelo mundo. O Saca-rolha, sequência de tirar o fôlego, compara-se a um trecho entre Upper Finton e Lower Finton na Inglaterra. A longa reta que exige ao máximo dos motores poderia ser qualquer Autobahn alemã.

068-2

A aproximação cega ao ‘hairpin’ Andretti é a cópia fi el de vários pontos de frenagem nas estreitas e sinuosas estradas do País de Gales, e as duas curvas velocíssimas que precedem a reta Rahal lembram pontos da Route Napoléon, na França, no trecho para Grasse. Aqui estamos. Quando o M2 e eu nos encontramos num circuito desse, já tenho a impressão que o 6 cil. em linha de 365 cv preparado pela Divisão M simplesmente se dará bem por aqui. Nas voltas prévias de reconhecimento, com o controle de tração ligado, garanto que ele permaneça dentro da faixa de asfalto, mas os diabinhos na minha cabeça já começam a imaginar coisas. Agora com o DSC desligado, percebo que o M2 é muito ágil, responsivo e tão comportado e receptivo como antes, o que me passa a impressão que aquelas voltas foram pura perda de tempo. Liberado de seus sistemas de eletrônicos, o M2 mostra-se ávido por explorar seus limites, deixa marcas pretas no asfalto e nas zebras, enquanto frita seus Michelin em escapadas sutis de traseira controladas com o acelerador.

068-4

A grande novidade? A nova frente com cara de “pode contar comigo”, a bitola dianteira mais larga – carroceria 55 mm mais larga em relação ao Série 2 standard aumentada para receber a suspensão de alumínio forjado do M4 – é o componente chave para a imensa competência do M2 nas entradas de curva, trazendo estabilidade extra e consistência no contorno, mesmo que você exagere na entrada. O desejo do carro para mudar de direção é intoxicante, particularmente em trechos rápidos de terceira e quarta marchas, curvas aonde a sensação de que o carro escapará a qualquer momento gera momentos de apneia.

068-3

068-5E então, a direção. Quando os sistemas elétricos de assistência engatinhando nós os saudamos, assim como choramos a cada hidráulica que era substituída. Não há mais lugar para lamentações. Você, leitor da CAR, está acostumado às nossas críticas aos sistemas elétricos sem vida, sem apelo, totalmente artificiais, mas os bons velhos tempos estão de volta. No programa Sport, o sistema M Servotronic sensível à velocidade, tornou imperceptível a crítica transição entre a falta total de assistência na reta, à retomada do sistema ao menor sinal de ação no volante. E enquanto o volante ganha firmeza para manter um determinado ângulo de esterço, ele ao mesmo tempo dosa a força que deve ser aplicada pelo condutor. O resultado são reflexos rápidos e respostas diretas. A memória pode me trair, mas tenho a nítida impressão que esta direção é idêntica à da M3 E43…

 VEJA MATÉRIA COMPLETA NA CAR 74. COMPRE ONLINE!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s