10 razões que justificam a ansiedade em relação ao Aston DB11

Aston_3

Bond já aprovou o DB10. Agora o resto da humanidade finalmente terá acesso ao mais novo Aston Martin DB, o DB11. Com chassi de alumínio, motor V12 dianteiro e alguns detalhes clássicos do design da marca (habilmente reinventados), você seria perdoado se o chamasse de ‘novo’. “Pois ele é”. Perceba os detalhes, desde a rigidez do chassi colado de alumínio ao V12 biturbo com ainda mais torque, as inovadoras soluções aerodinâmicas e do indisfarçável toque do ex-piloto e especialista em acertar carros, Matt Becker, e ficará claro que este é o Aston que tanto esperávamos, moderno, mas com as ligações com o passado cuidadosamente trabalhadas. O desenho inconfundível do GT agora definido por avançadas técnicas computacionais de fluidez, indução forçada e construção magnífica. Não é por menos que demorou tanto…

 1. Porque o motor é um monstro

Aston_5
Demos a partida nele e umas aceleradas em ponto morto – o V12 da Aston ainda grita como de costume

Cansado de perceber que seu V12 aspirado perdeu fôlego e você está perdendo várias oportunidades para fazer ultrapassagens em subidas nas estradas da vida? O pessoal de Gaydon (fábrica da Aston) lhe é solidário. Aqui está a salvação.

“Por que estamos diminuindo o motor e forçando indução nele? Porque queremos 600 cv e estávamos no limite do que conseguimos extrair do V12 6.0 l aspirado”, explica Ian Minards, diretor de desenvolvimento do produto. “Queríamos deixá-lo mais eficiente também, claro, afinal, um dos maiores ganhos quando se turbina um motor é o torque em regimes mais baixos. Hoje em dia números de torque importam mais que os de potência. Turbinas são mais fáceis e econômicas para se instalar do que compressores volumétricos”.

Gaydon jura que se trata de um motor completamente novo, mas desconfiamos que o ferramental maravilhosamente desenvolvido na última década, para manutenção ou reconstrução do seu V12 antigo, ainda será relevante. As duas turbinas de geometria variável proporcionaram a indução forçada, uma solução bem mais alinhada com o século XXI do que os dois compressores adotados no Vantage, que surtiram pouco efeito. O interessante é que não houve preocupação, como na Ferrari, de se manter o caráter de um aspirado, nem restrição de pressão em baixos regimes para forçar a redução de marchas. Ao contrário, o DB11 promete desenvoltura total em quaisquer regimes graças a seus 600 cv e aos onipresentes 71,3 kgfm de torque (O V12 do Vanquish tinha 568 cv e 64,2 kgfm).

“O V12 biturbo tem que funcionar como um motor Aston Martin, como se houvesse uma mão empurrando o carro para frente”, continua Minards. “Isso é um Aston Martin: desempenho sem esforço”. Ele também promete “um salutar ganho em economia” e “uma salutar redução de emissão do CO2 que no DB9 era de 325 g/km”, em parte pela adoção das turbinas e diminuição da capacidade volumétrica, mas também pela funcionalidade dos sistemas ‘stop-start’ e de desativação de cilindros, que desliga uma bancada inteira de cilindros quando em baixa solicitação, alternando o lado do motor para manter os catalisadores aquecidos. É uma solução inteligente, mas Minards não perde tempo: “Apesar da eficiência, ainda é um V12 para se apaixonar e roncará como um legítimo Aston”.

2. Porque é um trabalho em equipe

Aston_2O fracasso atual da McLaren, equipe motivo de chacotas nas últimas temporadas, é justificado pelo chefão Ron Dennis, enfático ao afirmar que ninguém vence na F1 sem um fabricante exclusivo de motores, feitos sob medida para o carro. A Ferrari constrói seus próprios motores, assim como a campeã Mercedes, que fabrica desde o traço zero seu maravilhoso V6 que integra-se quase que por osmose ao chassi, levando uma vantagem que as vezes suplanta os números de potência e torque. A Aston fala do mesmo nível de integração no DB11, transformando isso num carma a toda equipe.

“É a primeira vez que o pessoal de CFD (Computational Fluids Dynamic) trabalhou tão próximo dos designers”, explica Matt Becker, chefe de atributos de engenharia veicular. “Leve em conta os objetivos da aerodinâmica – eles são definidos no início do programa e resultam da relação entre nós e a equipe de design em busca do melhor e mais eficiente desenho”. “O DB11 é puro equilíbrio”, complete Minards. “Somos líderes em design, portanto, meu trabalho foi dar à equipe do Marek o que eles precisaram sem comprometer nada”.

Arte e engenharia em harmonia, ou a junção de uma história rica e pontuada pela beleza e alto desempenho. Parece promissor.

VEJA MATÉRIA COMPLETA NA CAR 75. JÁ NAS BANCAS E NA LOJA ONLINE!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s