O Mercedes S500 com capota dobrável de tecido deveria ser a reencarnação do elegante 280SE 3.5. Mas ele não é.

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Por: Georg Kacher | Edição: Alan Magalhães

Mesmo em tempos bicudos da economia, o mundo insiste em nos ofertar conversíveis luxuosos de quatro lugares. Na esteira dos descontinuados Azure e Phantom, a seleção limitou-se ao Bentley GTC, RR Dawn, Maserati Gran Cabrio e BMW Série 6. E agora o novo Classe S. As razões para se tornarem raridade passam pelo medo da poluição e dos raios UV, o senso de exposição num mundo cada vez mais hostil e às altas velocidades, que transformam seus bancos traseiros em zonas de alta turbulência.

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Uma viagem longa num conversível feita por quatro pessoas e com a capota aberta é um convite ao desconforto e à falta de diálogo. Mesmo se você equipar seu Classe S com o Aircap – combinação de um defletor auto ajustável no alto do para-brisa e mais dois que se erguem atrás do banco traseiro – os passageiros de trás precisarão de bonés bem justos. No entanto, motorista e passageiro da frente viajam com isolação perfeita. Não menos que 12 sensores e 18 motores elétricos ajustam o fluxo aerodinâmico e temperatura no habitáculo.

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Assumindo que o Classe S é o coupé mais completo e luxuoso do mundo, então o Classe S conversível deve ser o mesmo, só que com banho de sol incluído. Mas ele não é, e digo o porquê. Apesar do elevadíssimo nível de acabamento e trabalho refinado sobre todas as peças aparentes e tecnologia suficiente para lançar um foguete, a presença e o conjunto não convencem totalmente. Para começar, o conversível utiliza a mesma frente e traseira do coupé, e como tanto o Classe E quanto o C utilizam o mesmo truque, de longe fica difícil diferenciá-los. Há também a similaridade da arquitetura. Uma olhada nas distâncias entre-eixos diz muito: S500 2.945 mm, C300 2.840 mm, E300 2.939 mm. Por que o S e o E são separados por apenas 6 mm? Por que o Classe S, bem mais caro, não está baseado na mesma plataforma com 3.035 mm de entre-eixos do espaçoso coupé standard? O conversível não apenas teve o espaço para as pernas dos passageiros de trás reduzido a zero quando os bancos dianteiros são colocados totalmente para trás, mas também tem menos porta-malas que o Classe C, menor. Espaço realmente é o problema por aqui.

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A R$ 470 mil (na Europa), o S500 Cabrio custa o dobro do E500 conversível que será descontinuado em breve. Porém, sua arquitetura que utiliza muito alumínio é mais rígida, segura e leve, e em termos de sistemas de informação, entretenimento e auxílio à condução, está muito à frente de qualquer outro conversível em seu segmento. Mesmo na versão standard ele é muito bem equipado, mas há quem gastará um bom dinheiro com pintura especial e versões de acabamento. Opte pelo 63 AMG 4Matic de 577 cv ou pelo S65 equipado com o novo motor V12 6.0 l de 621 cv e você estará dentro do território do Bentley GTC…

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