Um Jaguar que não ronca forte? Sim. Rápido como um F-type, espaçoso como um BMW Série 7 e ecológico como um Renault Zoe, o i-Pace 100% elétrico é nada mais, nada menos que ‘um carro moderno’ de acordo com a Jaguar. E ele poderá ser seu em 2018.

s3

A porta retrátil da garagem se recolhe e lá dentro aparece – silenciosamente – o primeiro Jaguar totalmente elétrico com sua frente agressiva. Ele faz uma pausa – coreografada, você imaginaria – para que percebamos os detalhes de suas rodas de 23 pol., enquanto a porta do passageiro se abre lentamente revelando um habitáculo generoso que lembra o próprio carro, com muito alumínio extrusado, que molda um cockpit que vai se estendendo até o final do carro, lembrando o formato de uma gota. Este é o i-Pace: bem-vindo ao futuro e às emissões zero, mas no estilo Jaguar.

s10

Tradicionalmente a linha Jaguar é longa a partir do capô e se estreita na cabine. Mas esta silhueta aqui é bem diferente; se parece com a de um supercarro com motor dianteiro, com o cockpit “bem no meio da embarcação”, como diz o chefe Ian Callum. Mas o que há de verdadeiro aqui neste ainda conceito, que veremos no modelo de produção em 2018? “Estamos ainda na fase em que cada Jaguar tem que ser identificado como um Jaguar no primeiro olhar”, avisa Callum. “Mantivemos o desenho familiar sem alterações para o modelo elétrico, assim, todos perceberão e entenderão a marca”.

s4

Mas enquanto a Tesla oferece um sedan de grande porte, um SUV e em breve um sedan compacto, todos com uma miríade de opções de condução, por que apenas um Jaguar, uma carroceria, um conjunto propulsor e um único preço? “Este é o início de uma nova era”, alerta Ian Hoban, chefe do projeto. “Não sabemos ainda o quanto demorará para as baterias automotivas se desenvolverem totalmente, portanto, faz sentido não jogar todas as fichas nesse momento. Mas que fique claro: há muita evolução embarcada neste projeto”.

Enquanto o mercado premium de carros elétricos na Europa é dominado pela Tesla (Nissan e Renault atuam em elétricos populares), os consultores da McKinsey preveem um crescimento global de 10% para carros elétricos até 2020. Uma década depois, este crescimento é estimado em 40%, desde que a infraestrutura de recarga acompanhe o avanço do mercado e os governantes imponham mais dificuldades aos motores a combustão. Não deixa de ser um contrassenso, caso as baterias não caiam drasticamente de preço, de peso, bem como do uso de matérias primas.

s6

Alguns confundirão este i-Pace como uma versão silenciosa do F-Pace. Em baixo da carroceria, no entanto, é tudo diferente. A plataforma é inspirada na mesma D7a de alumínio, o restante partiu do zero. A única semelhança herdada é a suspensão dianteira de triângulos duplos. O conceito i-Pace desliza sobre o asfalto, desenhando um semicírculo – Ian Callum sempre gosta de apresentar seus carros dinamicamente – antes de acelerar em volta do nosso ponto de observação, com desempenho típico de motores elétricos. “Ele é mais rápido do que isso, estamos apenas dando uma pequena amostra”, brincou Callum. “Você pode vê-lo, mas não pode ouvi-lo”.

s7

Um motor elétrico alimenta o eixo dianteiro e a suspensão Multi-Link traseira do Jaguar foi radicalmente modificada para abrir espaço a uma segunda unidade elétrica, que requer mais espaço que um diferencial que normalmente estaria instalado ali. No entanto, já que não há necessidade de túnel de transmissão e eixo cardan, todo o assoalho foi convertido numa enorme e pesada bateria, mergulhada em líquido arrefecedor. As células de energia são dispostas em cápsulas, com 36 módulos de 12 cápsulas por módulo. O acesso pela parte inferior do chassi facilita as operações de manutenção ou troca de uma célula quando necessário.

s9

Você poderia imaginar que a retirada do motor, transmissão e toda parafernália da tração integral poderia transformar o carro em peso pluma, mas Ian Hoban explica a equação: “O peso total está em cerca de 2.100 Kg; 300 Kg a mais que no F-Pace. “O chassi com as baterias instaladas ganhou 600 kg, cada motor elétrico, mais 90 kg, incluindo seus acessórios e o sistema de refrigeração, adicionam 100 kg. Nada mal, mas o F-Pace leva vantagem”.

s5

Ao aumentar a distância entre-eixos em 115 mm, agora com 2.990 mm, criou-se espaço para os conjuntos propulsores e também interno, na parte traseira; a Jaguar afirma que o i-Pace oferece espaço de Cayenne com dimensões de Macan. O centro de gravidade desceu 120 mm em relação ao F-Pace e isso foi medido antes da troca para rodas de 23 pol. e pneus de baixíssima série, uma polegada mais baixos que os anteriores. A distribuição de peso é de 50:50, as dimensões (4.680 mm em comprimento por 1.890 mm de largura e 1.560 mm na altura) são mais compactas em relação ao outro SUV da Jaguar, e as proporções também mudaram para melhor. “Conseguimos avançar a cabine em 200 mm”, explica Ian Callum. “Isso dá ao carro uma imagem esportiva e cria um visual mais jovial equilibrado pela frente mais curta e a traseira compacta…

VEJA MATÉRIA COMPLETA NA CAR 78. JÁ NAS BANCAS E NA LOJA ONLINE!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s