Com retirada da tração integral e do motor V12, a versão V8 do quatro lugares da Ferrari ficou quase um luxo… mas é um supercarro para 320 km/h

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Pense uma Ferrari com motor dianteiro. Acho que sua imaginação passará por uma Daytona, 275 GTB/4, ou talvez uma Maranello 550 ou uma F12. Me pergunto se você imaginaria uma GTC4 Lusso, ou sua antecessora FF. São exemplares curiosos da Ferrari. Com quatro lugares, desenho que lembra um tubarão e sistemas complexos de tração integral, colocam-se como ofertas nada ortodoxas de Maranello. Mas isso não é ruim; a natureza rara da Lusso faz parte de seu apelo.

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E agora há um segundo modelo Lusso, de entrada, a GTC4 Lusso T, que também corre um sério risco de ser mais um apelo italiano. Os complexos componentes da tração integral se foram, agora apenas os Pirelli na traseira encarregam-se da tração gerada pelo motor V8 – e aí está a outra mudança significativa. O carismático V12 6.3 l de 680 cv da Lusso regular foi trocado por um V8 de 3.9 l biturbo, motivo para o acréscimo do sufixo T no nome do carro. É o mesmo motor encontrado na 488 e na California T, mas com pequenas alterações que visam a supressão de vibrações, um novo intercooler e escapamento com layout redesenhado.

 

s2A Ferrari informa que este carro foi totalmente concebido através das opiniões dos clientes. Em particular, as opiniões vieram de proprietários de FF e GTC4, que raramente colocaram estes carros em condições de baixa aderência, portanto, não precisam ou não querem tração integral e preferem desfrutar de um carro mais envolvente, com equilíbrio neutro e que não parasse tanto em postos de gasolina. Talvez, diminuindo para até 4.0 litros de deslocamento, signifique que a Lusso se enquadrará em faixas bem mais baixas de impostos em alguns mercados, como a China, por exemplo.

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Menos cilindros e rodas motrizes significam 30% de melhora na economia de combustível e redução de peso de cerca de 55 kg – menos do que você poderia imaginar, talvez, mas as turbinas adicionadas, junto de seus componentes externos, compensam em boa parte a perda de peso. A distribuição é um pouco maior na traseira, com divisão de 46:54, receita perfeita para menos subesterço, rolagem da carroceria mais neutra e melhor resposta da direção, enquanto o diferencial eletrônico trabalha menos para controlar as reações intempestivas do V12. Ele pode ter tração apenas na traseira, mas ainda é um carro complexo.

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E seu visual lembra muito o da V12 GTC4 Lusso, apenas com rodas e desenho de escapamento diferentes. É lindo, ou quase isso, seu capô estranho que invade a cabine pode funcionar em alguns ângulos, mas quando nos deparamos com o carro na Piazza Roma em Monteriggioni, ele irradiava presença. Um grupo de transeuntes parou e comentou: “é uma bela macchina”, o que comprova que ele está no caminho certo. Abra o capô e você começará a jogar ‘ache o motor’, já que o V8 está escondido sob uma cobertura vermelha atrás do eixo dianteiro. A enorme distância entre-eixos permite acesso total ao banco traseiro, mesmo com o teto baixo, proporcionando um generoso espaço para as pernas. Uma área entre o habitáculo e o porta-malas é destinada a acomodar a suspensão traseira e o tanque de combustível, roubando espaço de carga, mas mesmo assim há lugar para duas malas de bom tamanho, sem necessidade de rebater os bancos traseiros…

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