Ouviu isso? É o silêncio que precede a corrida às concessionárias antes da chegada do novo Range Rover Velar, o quarto modelo da linha, que faz todo o sentido, apesar do estranho nome.

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Mesmo sem nenhuma similaridade entre eles – o primeiro protótipo duas portas Range Rover no final dos anos 60 tinha o mesmo nome – que gera alguma confusão, mas lembre-se da sensação quando ouviu o nome Evoque pela primeira vez, não foi confuso também? A sensação de ‘déjà vu’ não termina aqui. O Evoque foi um fenômeno – capas de revista de moda, seis meses de fila de espera – e a confirmação das previsões do chefão Gerry McGovern de que a revolução que estava implementando na fábrica de Solihull teria um resultado surpreendente. E a história está prestes a se repetir.

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“Falamos sobre desejo”, decreta McGovern. “Parece simples, mas tem sido nosso diferencial – diferente do que pensam alguns analistas que avaliam apenas como uma conexão emocional. Os carros que fabricamos precisam ‘causar’. As pessoas não precisam dos nossos carros, mas os desejam”.

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Falando de seu posicionamento no mercado, o Velar é de certa forma simples. Muitas pessoas se contentam com um SUV na faixa entre R$ 90 e R$ 120 mil, que seja bonitinho e faça bonito no encontro de final de semana com a família e que não faça feio na grama molhada na entrada do sítio. Hoje em dia há o BMW X6, o novo Stelvio da Alfa e agora também o ultra desejado Macan. Sob o mesmo teto, a irmã/rival Jaguar, produz o F-Pace.

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O Velar se distingue exatamente por ter um desenho limpo e sofisticado sobre o Range Rover L405, parece até desatualizado, face as extravagâncias que se veem por aí, mas isso acaba deixando os concorrentes desconcertados, até mesmo os companheiros de linha, como o Range Rover Sport, acima, e o Evoque, abaixo. Suas superfícies, assim como no Range Rover L405 são elegantes, expansivas e restritas, além de ser um SUV compacto e com características ideais para o tipo de utilização que certamente terá pela maioria de seus compradores: a estrada. O diferencial traseiro, por exemplo, herdou mais do F-Type do que do Discovery.

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Totalmente previsível, o preço do Velar na Europa, partirá de R$ 190 mil, entre os R$ 130 mil do Evoque e do Range Rover Sport de R$ 255 mil. A Land Rover prevê que a versão mais vendida estará na faixa dos R$ 260 mil com os opcionais, sendo R$ 360 mil o teto (First Edition V6, no lançamento). A Range Sport deverá ser reposicionada para R$ 410 mil. Marca correta, tamanho correto, preço correto, foco correto e aquelas linhas. Parece que temos um vencedor aqui. “Este carro nos leva ao espaço branco”, profetiza McGovern.

“Talvez não para aquele estado de excitação do Evoque. Certamente o Velar dá mais amplitude à marca, ele é o quarto Range Rover, fruto de uma linhagem como nenhuma outra”.

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McGovern vê sua missão como um destravamento do potencial das marcas Land Rover e Range Rover ao ponto de equivalerem-se a marcas globais de luxo, como Hermes e Gucci, onde metade do preço é em troca de possuir a grife. O segredo para isso, comenta McGovern, é acreditar no design como ferramenta de venda, todos, desde os executivos do grupo indiano Tata e as equipes de engenharia, manufatura, marketing e vendas.

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“Trabalhamos como sócios”, informa McGovern. “Todos assumem a responsabilidade, riscos e as dificuldades em se produzir o desenho que foi aprovado. A cadeia toda. Não temos mais segredos dentro da fábrica, como antes, se a engenharia mentir para o design, nada acontecerá”.

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A engenharia sob o Velar não traz nada que revolucionará o mercado. O chassi é a mesma solução leve já vista em qualquer Range Rover, ou mesmo no Range Rover Sport. “80% da estrutura é de alumínio, sendo que 1/3 dela é de AC600, uma liga especial de alumínio de alta resistência”, explica o diretor da linha, Kevin Stride. “É sutilmente diferente do Range Rover Sport, mas com resultado excepcional – pesará cerca de 1.870 kg.

Relativamente o mais próximo Jaguar Land Rover dele é o F-Pace, mas a comunização ali é pequena. 84% das peças do Velar são novas.

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Um esperto subchassi dianteiro foi instalado com a promessa de melhorar o conforto e refinar a condução, mesmo nos modelos equipados com motores Ingenium diesel. No total, seis motores estarão disponíveis: três a diesel e três a gasolina. Haverá versões 4 cil. diesel de 178 e 237 cv, e o conhecido D300 V6. Os amantes da gasolina poderão escolher unidades de 4 cil. de 247 e de 300 cv (em fase final de desenvolvimento), ou o V6 de 375 cv no topo na gama…

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