Antes do novo Audi RS5 o C63 da AMG era nosso super coupé alemão favorito. E agora?

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Estamos no meio  ambiente do Audi: uma autoestrada limpa numa tarde seca, na faixa da direita a 120 km/h, velocidade mostrada digitalmente à minha frente. O silencioso ar-condicionado deixa o ambiente com 19 graus, o câmbio automático está engatado na oitava marcha e as rotações são de 2.000 rpm; sinto-me como se dirigisse utilizando apenas uma fração das habilidades do Audi. Ele está calmo e sereno, mas tudo isso não passa de um disfarce às acelerações estonteantes e o soco que ele é capaz de dar, colando-o no banco. Seria este o mais raivoso dos coupés médios da atualidade?

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s4A resposta aparece no seu retrovisor. Na vigia traseira do Audi aparece um ponto azul escuro, que atende pelo nome de C63 S. Sua frente dá a impressão de ser deliberadamente compacta, de média para pequena, suas luzes diurnas formam sobrancelhas sobre os faróis, que oscilam de acordo com as ondulações da estrada. A calma no interior do Audi começa a se alterar com a presença do Mercedes. O novo garoto da Audi tem uma tarefa a cumprir.

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s5O novo RS5 (codinome B9) já comprovou que é extremamente capaz em avaliações solo. Ao abandonar o que de melhor o modelo anterior tinha – o motor – a decisão pode ter sido estúpida ou corajosa, dependendo do ponto de vista de cada um, porém, motores sobrealimentados hoje em dia são tão essenciais quanto o ar dentro dos pneus. Tudo o que o antigo V8 trouxe em termos de caráter, foi superado pelo V6 na teoria. O torque aumentou em 17,2 kgfm, o consumo está 17% melhor, o peso caiu em 60 kg e o tempo para chegar aos 100 km/h agora está abaixo dos 4 s – nenhum ronco mais alto pode neutralizar estes ganhos.

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Vencer em linha reta nunca será o bastante, não é mesmo? E a Audi deu um significativo passo ao adotar o diferencial esportivo, que garante mais tração à roda traseira externa nas curvas. Adicione isso à divisão 40:60 da tração frente/traseira e a intenção fica clara: o RS5 foi concebido para vencer todas as batalhas, mesmo contra o AMG C63. Boa sorte.

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s13Historicamente a AMG trabalhou em cima de potência, cavalos, motores, porém, recentemente vem direcionando sua atenção também aos chassis que acompanharam esta escalada, confirmando sua reputação de entregar muita diversão em conjuntos brilhantes. Dito isso, ainda é o motor a estrela central, e a prova disso é que ele o faz praticamente esquecer-se do velho 6.2, que certamente foi uma das mais perfeitas obras de engenharia nesse setor nos últimos 20 anos. Além disso, o V6 para menos no posto e entrega as mesmas sensações. A adição do S no Classe C trouxe potência e torque extras e um diferencial traseiro eletronicamente controlado no lugar do mecânico. Os puristas certamente reclamarão, mas este novo conjunto combinado ajudou o C63 S a baixar dos 4 s o tempo para ir de 0 a 100 km/h. E este não é o único truque por baixo da manga.

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Os dois se encontram pela primeira vez no que convencionou-se chamar de “território premium”. A cidade de Kimbolton, próxima de Cambridge, na Inglaterra, tem uma tendência a ter prédios com arquitetura Tudor e escolas particulares, portanto, quando os dois carros chegaram lá, acabaram se confundindo com o meio ambiente, digamos, premium.

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Visualmente é o Audi que chama a atenção. Enquanto o A5 regular demonstra discrição e sobriedade como o ‘dress code’ do escritório manda, o RS5 adiciona camadas novas de detalhes que se misturam ao layout. A pintura em Cinza Nardo é sólida e sai do lugar comum das metalizadas e peroladas, mas mostra-se bem combinada com os detalhes e teto em fibra de carbono e rodas de 20 pol. opcionais. Somados, estes opcionais custam, na Europa, o equivalente a R$ 45 mil, mas tenho que admitir, o resultado é maravilhoso. Seus arcos de roda lembram o Ur-Quattro. O visual é chamativo, mas equilibrado, sem excessos, aumentando sua vontade de conduzi-lo. Minha mãe se surpreenderia se o visse estacionado na vaga de estacionamento dela.

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O Mercedes pode ser desaprovado por ela por seus dotes vocais. Com acabamento discreto em Azul Brilhante e com rodas opcionais pretas ele é todo agressivo a partir da frente com a grade que lembra mandíbulas famintas, mas há um curioso desequilíbrio em sua linha, pois todo aquele volume dianteiro desagua numa traseira truncada, como se tivesse sido cortada. Dê uma olhada ao redor dele e por alguns ângulos eles se mostram bem melhores que outros. Os detalhes ‘retrô’ inaugurados pelo SLS permanecem e parecem ter combinado perfeitamente com os grandes Mercedes-AMG, mantendo-se agradáveis nos C, gerando uma impressão sofisticada que se espera de um carro dessa categoria. Nesse quesito, o Audi vence o primeiro round.

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Nem saímos ainda do estacionamento e o Audi e o AMG já estão fazendo coisas diferentes. Pressione a partida do RS5 e você ouvirá um som orquestrado de giros antes dele quase instantaneamente equalizar sua marcha lenta que alerta a vizinhança…

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