Será que o primeiro cupê médio sério da Kia consegue encarar o BMW e o Audi? Sério? Talvez ele consiga…

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A Kia rapidamente se transformou de uma companhia que vendia carros sem graça, apenas com apelo de preço a uma que compete cabeça com cabeça com as melhores. O Sorrento atual colocou a Kia dentro de um segmento importantíssimo e muito competitivo na Europa. Será que os tradicionais compradores de BMW e Audi estão preparados para uma mudança tão radical?

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A Kia sabe que o Stinger também quer invadir um terreno complicado, e para isso, conta com a ajuda de uma carroceria maior, preço competitivo e, pelo menos na versão GT-S testada aqui, velocidade final e potência que superam os rivais.

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A maioria dos Stinger vendidos na Europa serão 4 cil. turbodiesel 2.2 l com 197 cv, com o restante dos compradores optando pelo 2.0 l a gasolina de 252 cv. Porém, o primeiro a chegar é este topo de linha, o GT-S. Bem, dizemos topo pois ele é mais do que apenas uma versão apimentada, conta com 365 cv que tracionam apenas as rodas traseiras e atinge máxima de 270 km/h com seu motor 3.3 l biturbo.

ACT_0335_3145_HR.jpgEstes números se equivalem aos carros que trouxemos para este comparativo, o Audi S5 Sportback de 349 cv e o BMW 440i Gran Coupe M Sport de 322 cv, ambos com máxima limitada a 250 km/h. Custando o equivalente a R$ 175 mil (sem impostos), o Kia custa R$ 21 a menos que o BMW R$ 35 mil em relação ao Audi. Os coreanos não são bobos, sabem que para serem levados a sério, precisam oferecer mais por menos nesse momento.

E muito deste ‘mais’ vem na forma da carroceria. Com 4.830 mm de ponta a ponta, o Stinger é quase 200 mm mais longo que o BMW, com distância entre-eixos de 2,9 m, mais parecida com a do A7 que do A5.

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E veja que a Kia afirma que este design foi inspirado nos grandes GT dos anos 70 com motor dianteiro – como os Maserati – o desenho do carro remete ao conceito GT de 2011, que tem algo do Audi A7. Algo apenas…

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Apesar de traçado pelo ex-designer da Audi, Gregory Guillaume, que trabalha agora para Peter Schreyer, outro ex-Audi – dois homens responsáveis por vários designs admiráveis – o desenho final do Stinger infelizmente acabou incorporando muitos detalhes confusos, neste modelo, pontuados por cromados escurecidos. Se alguém lhe dissesse que este era o novo Dodge Charger, você nem precisaria conferir, seu design foi claramente feito para agradar o mercado americano. Próximo da elegância de um S5 ele fica totalmente apagado.

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As linhas limpas do S5 são padrão para o segmento e ensinam como obter elegância sem extravagância. A faixa horizontal das lanternas traseiras enfatiza a largura através da traseira e fazem-na parecer baixa. Os quatro escapamentos abaixo são acoplados à grade específica do S e trabalham em direção contrária, gerando a certeza de que se trata de um S5, não apenas um A5 Sportback. O BMW, bonito quando olhado isoladamente, fica um pouco embaraçado na comparação. Com pouco apelo, seu estilo é muito parecido com o de um Série 3 regular, ao invés de um cupê especial, oferecendo poucos detalhes M Sport: um pequeno emblema M na frente e duas saídas de escape que parecem tímidas quando comparadas às quádruplas do Audi.

ACT_0335_3154_HR copy.jpgO BMW (assim como o Audi) traz um importante e correto detalhe: vidros das portas sem molduras. O Kia não traz esta solução e isso significa que boa parte da aura de cupê some quando você abre a porta do Stinger. Apesar disso, sua cabine revela-se como uma ótima surpresa. O conjunto de instrumentos é plano e os aros em torno dos alto-falantes Harman são cópias dos Mercedes. Mas o couro que cobre o painel, pontuado pelas três grandes saídas de ar, lhe dá um caráter distinto – no fundo lembra um Jaguar XE.

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Demora um instante para perceber que a tela sensível ao toque acoplada ao painel também pode ser controlada desde o console, próximo da alavanca de mudanças, que por si só é um controle de programas de condução. É apenas mais um detalhe de que a Kia está no caminho certo, mas peca em pequenos detalhes, como a proximidade de controles que deveriam ser mais independentes.

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Não que estes detalhes sejam perfeitos nos alemães. Sabemos exatamente como trabalha o MMI da Audi, mas isso não impede que as vezes, tentando acessar um comando, aumentemos a imagem do mapa na tela, gerando confusão. Já no Série 4, sabemos exatamente onde se encontram os controles do ar-condicionado, pois a BMW padronizou sua instalação há muito tempo, o que não impede que desejemos algo melhor nas próximas gerações, principalmente em relação aos materiais empregados…

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