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Confira um preview completo do GP da Hungria

Terceira etapa da temporada promete "separar o joio do trigo" na ordem de forças das equipes em uma pista onde um carro eficiente e equilibrado é fundamental.

RaceCar

Após uma rodada dupla inédita e sem precedentes na Áustria, a F1 pega uma estrada curta rumo à Budapeste e o Hungaroring, casa do GP da Hungria, terceira etapa do Mundial de 2020.

O circuito de Hungaroring oferece um desafio oposto ao rápido Red Bull Ring, Para começar, só tem um ponto de ultrapassagem: a única reta com comprimeiro significante. De resto, uma sequência interminável de curvas que impede as disputas e valoriza ainda mais a posição de largada.

A eficiência aerodinâmica tem papel primordial neste fim de semana – será a configuração mais pesada aplicada nos carros desde os testes de pré-temporada. No lado dos pneus, a Pirelli separou três compostos da linha intermediária (C2, C3 e C4), os mesmos utilizados no ano passado e os seis primeiros do grid largaram com compostos C3, com a maioria projetando uma parada e trocando a tática durante a corrida, com Lewis Hamilton vencendo realizando dois pit stops.

A pista deste fim de semana dará uma visão mais clara sobre a real ordem de forças da categoria. Assim como em 2019, a Mercedes é o nome a ser batido, com a Red Bull aparecendo como segunda força. Atrás das duas equipes, tudo indefinido entre McLaren, Ferrari, Racing Point e Renault.

DADOS DO CIRCUITO

Hungaroring
Localização: Mogyoród, Hungary
Extensão: 4,381 km
Recorde da pista: Max Verstappen, 1min17s103 em 2019
Total de voltas: 70
Distância total da prova: 306,630 km

NOTAS DO CIRCUITO

– Todas as marcações da pista, incluindo as zebras e limites da pista, foram pintadas com tinta antiderrapante.

– Os guardrails nas áreas de escape das curvas 1, 5 e 9 foram realinhados.

– Alambrados adicionais foram instalados para proteger os postos dos comissários de pista.

ZONAS DE DRS

– Teremos duas zonas consecutivas de DRS com um ponto de detecção localizado 40 metros após a curva 14. Os pontos de ativação são 40 metros após a curva 14 e seis metros após a curva 1.

CURIOSIDADES

– Este é o 35º GP da Hungria consecutivo. A corrida acontece ininterruptamente desde 1986 e todas no Hungaroring. Apenas Monza e Mônaco têm presença mais contínua no calendário.

– Como esquecer da épica disputa entre Nelson Piquet e Ayrton Senna em 1986? Os brasileiros, inclusive, venceram as três primeiras edições da prova, com Piquet levando as duas primeiras.

– Com sete vitórias, Lewis Hamilton é, com sobra, o maior vencedor no local, com êxitos em 2007, 2009, 2012 (com a McLaren), 2013, 2016 e 2018 (com a Mercedes). O próximo da lista é Michael Schumacher, com quatro (1994, 1998 – considerada uma das grandes corridas de sua carreira, 2001 – quando levou o penta e 2004).

– A McLaren, por sua vez, é a equipe mais bem-sucedida com 11 vitórias. Além dos triunfos de Hamilton, ela ganhou com Ayrton Senna (1988, 1991 e 1992), Mika Hakkinen (1999 e 2000), Kimi Raikkonen (2005), Heikki Kovalainen (2008, lembram?) e Jenson Button (2011).

– A vitória de Kovalainen é a única dele na F1. Outros a subirem no alto do pódio pela primeira vez na Hungria são três campeões: Damon Hill (1993), Fernando Alonso (2003) e Jenson Button (2006).

– Ao lado de Hamilton e Raikkonen, Daniel Ricciardo (2014) e Sebastian Vettel (2015 e 2017) são os vencedores da prova no grid atual.

– Apesar de ser considerada uma corrida onde a classificação conta muito, apenas 15 dos pilotos que largaram na pole venceram. Contudo, tirando Nigel Mansell em 1989 (largando de 12º) e Jenson Button em 2004 (partindo de 14º), o resto dos vencedores saiu, no máximo, da segunda fila.

– Schumacher é o dono do maior número de poles com sete, mas Hamilton pode o igualar neste fim de semana, tendo largado em P1 nos anos de 2007, 2008, 2012, 2013, 2015 e 2018.

– No ano passado, Max Verstappen obteve sua primeira pole da carreira aqui. Outros marcos da prova são o primeiro pódio de Daniil Kvyat em 2015 e a úniva primeira fila de Romain Grosjean no grid, em 2012.

– Foi em Hungaroring que Felipe Massa sofreu o pior acidente de sua carreira, quando acertou uma mola que caiu do carro de Rubens Barrichello, perdeu a consciência e bateu forte, ficando de fora do resto da temporada 2009.

– Nicholas Latifi é o único estreante do grid no GP da Hungria. Porém, ele venceu pela F2 no circuito no ano passado, foi segundo em 2017 e testou duas vezes com carros de F1 na pista, pela Force India em 2018 e pela Renault um ano antes.

– Tanto Mansell quanto Schumacher garantiram títulos na Hungria. Mansell assegurou seu único caneco na 11ª das 16 corridas de 1992, enquanto Schumacher levou o penta na 13ª de 17 provas. A Ferrari, por sua vez, garantiu em Hungaroring os títulos de construtores em 2001, 2002 e 2004, com a Williams tendo feito o mesmo em 1996.

– O GP da Estíria marcou a primeira vez em 86 corridas que carros com motores Ferrari não pontuavam em um GP. A última vez havia sido no GP do México de 2015.

COMISSÁRIOS DO GP DA HUNGRIA

– Dr. Gerd Ennser – comissário de F1 e DTM
– Loic Bacquelaine – comissário oficial da F3
– Derek Warwick – ex-piloto e Vice-Presidente da Comissão de Pilotos da FIA
– Lajos Herczec – comissário do GP da Hungria desde 2003

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira (17)
Treino Livre 1: 06h00 – SporTV2
Treino Livre 2: 10h00 – SporTV2

Sábado (18)
Treino Livre 3: 07h00 – SporTV2
Classificação: 10h00 – SporTV2

Domingo (19)
Corrida: 10h10 – Rede Globo, Rádio BandNews FM

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