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GP, uma nova edição especial Mini

Ele tem a responsabilidade de relembrar os bons tempos da marca nas pistas: se sai bem tanto em aparência quanto em desempenho

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Limitada a três mil unidades, a edição especial John Cooper Works GP remete o mitológico “carrinho” à uma esportividade jamais imaginada para o modelo. Essa é a terceira produção de pequenas séries do GP, que coincidentemente ou não vem sendo apresentadas de sete em sete anos: 2006, 2013 e, agora, 2020.

Como não poderia deixar de ser, o GP surpreende pela riqueza do detalhamento dos itens esportivos, independente do ângulo em que ele é observado. Tudo tem a essência das pistas, relembrando as conquistas da marca no automobilismo. A seção frontal é plana, a grade é preta com detalhes em vermelho, o spoiler dianteiro tem desenho agressivo, e os para-lamas — de material plástico reforçado com fibra de carbono — são destacados da carroceria. Um enorme aerofólio traseiro transmite a sensação de alto desempenho e complementa os aspectos visuais. Sua pintura é o Racing Grey metálico, que alterna entre cinza claro e azul-violeta, criando uma sensação de profundidade, enquanto teto e capas do espelho são pintados de prata.

Desenho realça a esportividade do carro

O uso de materiais leves como a fibra de carbono ajuda a otimizar a relação potência/peso, e uma distribuição de peso por eixo bem equalizada continua a garantir as características de dirigibilidade go-kart do carro. As rodas de liga leve com aro de 18”, calçadas com pneus na medida 225/35 R 18, são bicolores e as mais leves que já equiparam um Mini.

O spoiler do teto não tem somente apelo esportivo, seu desenho garante uma grande força descendente e se encaixa perfeitamente no design aerodinâmico. Isso também vale para os difusores de ar e as superfícies de dutos de ar no spoiler dianteiro. O escapamento com dupla saída, de aço inoxidável, incorpora o DNA John Cooper Works, além de produzir uma sonoridade especifica e esportiva para o carro.

Ele não tem banco traseiro: recurso para baixar o peso

O interior do John Cooper Works GP chama a atenção por contar somente com a presença dos bancos dianteiros — os traseiros foram suprimidos para baixar o peso do carro. O novo cluster de instrumentos digitais destaca as informações relevantes no campo de visão do motorista.

O motor é o quatro-cilindros de 2,0 litros, com tecnologia TwinPower Turbo, que desenvolve 306 cv de potência e 45,9 kgfm de torque. Esse propulsor permite uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 5,2 segundos e atingir a velocidade máxima de 265 km/h. O câmbio é o Steptronic de oito marchas com bloqueio mecânico de diferencial integrado, o que garante que o torque do motor seja distribuído entre as rodas dianteiras direita e esquerda, de modo a promover o máximo de tração nas curvas contornadas esportivamente.

As rodas com aro 18″ vem com pneus na medida 225/35

As suspensões foram recalibradas e são 10 mm mais baixas que as do John Cooper Works normal. Como não poderia deixar de ser, os freios foram otimizados para atender às novas solicitações. Os dianteiros têm discos ventilados com 360 mm, e pinças fixas de alumínio com quatro pistões. Na traseira as pinças são flutuantes com um só pistão.

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