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Hino brasileiro volta a tocar nos autódromos pelo mundo nas categorias de acesso

Caio Collet vence na F-Renault Europeia em Monza, enquanto Eduardo Barrichello vai ao pódio em sua estreia na USF2000; na F2, trio brazuca não vai bem.

RaceCar

O fim de semana teve novamente F1 e, com isso, a realização de provas de F2 e F3, suas principais divisões de acesso. Além dela, também tivemos a Indy com suas categorias inferiores, a USF2000 e a Indy Pro 2000, além de outros campeonatos, como NASCAR e suas subdivisões e a volta da Fórmula Renault Europeia, que iniciou sua temporada em Monza.

Escolhemos começar falando da F-Renault por um simples motivo: tivemos um brasileiro no alto do pódio com Caio Collet. Além de ter vencido a corrida 2, o piloto da Academia da Renault também obteve um troféu pelo terceiro lugar na corrida 1, partindo para a segunda rodada dupla, dia 25 de julho em Ímola, empatado com o argentino Franco Colapinto em 40 pontos.

“Estou extremamente feliz por conquistar minha primeira vitória. Foi uma corrida muito difícil, mas consegui me manter entres os ponteiros na relargada. O Victor estava mais vulnerável e ganhei vantagem em cima disso. Uma vez na liderança, tentei forçar o máximo possível, mas a diferença era bem apertada entre os três primeiros”, comenta Caio.

“Também estou contente por ver que conseguimos melhorar nosso ritmo de ontem pra hoje. Gostaria de agradecer a toda equipe R-ace GP, à Renault Sport Academy e a todos os meus parceiros pela oportunidade de estar aqui. Esta foi só a primeira etapa da temporada. Então, vamos continuar trabalhando forte para nos mantermos no pódio”, completa.

Já em Road America, onde a IndyCar fez sua terceira etapa (a primeira em rodada dupla) com vitórias de Scott Dixon – a terceira em quatro – e Felix Rosenqvist, a USF2000 também por lá competiu e Dudu Barrichello não fez feio.

Enquanto seu pai Rubens vencia as 24 Horas Virtuais de Spa, Dudu foi ao pódio com o terceiro lugar na corrida 1 e fechou o fim de semana com um quinto lugar e o quarto lugar na tabela com 39 pontos, contra 65 do líder, o dinamarquês Christian Rasmussen.

“Que fim de semana incrível! Nunca vou esquecer esse dia no qual conquistei meu primeiro pódio na USF2000. Obrigado a todo mundo que me ajudou a chegar onde estou e me sinto muito grato por isso. Obrigado à Pabst Racing, aos meus companheiros e minha família”

Enquanto isso, na Fórmula 2, palco da primeira vitória verde-e-amarela do ano em pistas internacionais, o resultado da segunda rodada dupla de 2020 no Red Bull Ring não chegou nem perto de animar os três representantes tupiniquins Felipe Drugovich, Guilherme Samaia e Pedro Piquet.

Com problemas de superaquecimento nos freios na corrida 1 que prejudicou sua atuação na 2, Felipe Drugovich, vencedor da semana anterior, amargou dois P13, mas preferiu ver o lado positivo.

“Em resumo, foi um final de semana de aprendizado. Testamos algumas coisas no treino da sexta-feira, achamos positivo e utilizamos na corrida deste domingo. Acabou que não ‘casou’ muito bem com o balanço do carro. A performance era boa, mas o balanço não e isso acaba desgastando muito mais os pneus. Uma pena também o problema que tivemos nos freios na corrida do sábado.”

“Aprendemos, vamos fazer com que esses erros não se repitam e agora vamos para Budapeste buscar mais um bom final de semana para nós”, resumiu Felipe, agora oitavo na tabela, com 21 pontos, contra 48 do líder Robert Schwartzman, um dos vencedores do fim de semana ao lado de Christian Lundgaard.

Guilherme Samaia, por sua vez, manteve propósito de seguir ganhando quilometragem. A 20ª e 17ª posições nas duas corridas, respectivamente, não valeram nada perto das situações quase extremas de chuva enfrentadas pela primeira vez em sua ainda curta jornada na Fórmula 2 – a falha de comunicação durante a classificação na chuva, que o deixou na 11ª fila do grid de largada, foi um desses episódios.

“Fazia tempo que eu não andava numa pista tão molhada. Foi mais um aprendizado, porque foi a primeira vez que andei na chuva com o carro da Fórmula 2, mais pesado e mais potente. A parte mais difícil foi a visibilidade no começo da corrida, mas o importante foi não ter cometido erros”, destaca.

Uma pista sem chuva, mas com o carro mais pesado – o que influencia no desgaste e temperatura dos pneus – foi outro ponto de destaque em sua adaptação à categoria. “A preparação, o aquecimento do pneu para poder usar todo o seu potencial em todas as fases. Os estágios iniciais das corridas têm sido a parte mais difícil para mim justamente por essa falta de experiência”, comentou.

“Passada a dificuldade inicial, consegui manter um bom ritmo e brigar quase a corrida toda com o Markelov. No final meu ritmo melhorou muito, e acho que se tivesse mais uma ou duas voltas eu teria ultrapassado tanto o (Artem) Markelov como também o (Giuliano) Alesi, porque eu estava chegando muito rápido neles”, completa.

Por fim, Pedro Piquet foi outro que não teve nada o que comemorar em termos de resultado, fechando a rodada dupla na Áustria em 18º e 14º, respectivamente: “No sábado, arriscamos com um pit stop antecipado que não vingou. No fim da corrida, nossos pneus estavam muito quentes. Foi minha primeira corrida de F2 em uma pista molhada, então tive um pouco de dificuldades.”

“Melhoramos no domingo, mexemos um pouco no carro, o que me deixou muito feliz. Me senti ótimo e acredito que vamos nos beneficiar com o que aprendemos aqui no futuro. Talvez na próxima semana, na etapa da Hungria, mesmo sendo um circuito completamente diferente”, concluiu Pedro.

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