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Mais que um bom SUV

Dirigindo, a sensação é de que ele está mais para hatch do que para SUV, o que é bom. Mas ainda é espaçoso, econômico e tem versões com preço competitivo.

CarVW T-Cross 250 TSI Highline

Com certeza, muita gente que não tem os SUVs (apesar desta ser a categoria de carro que mais cresce no Brasil e no mundo) como sua primeira escolha na hora de comprar um automóvel se surpreenderia com o T-Cross. Com dimensões reduzidas, ele tem bom espaço interno – a versão brasileira tem distância entre-eixos de 2.651 mm, 88 mm maior que o modelo destinado ao mercado europeu – e comportamento dinâmico irrepreensível. O porta-malas, com 373 litros deixa um pouco a desejar, ainda que o carro traga o artifício de poder colocar os encostos do banco traseiro em posição mais vertical, o que aumenta a capacidade do compartimento de carga para 420 litros, mas compromete o conforto dos ocupantes.

É tranquilo no uso normal da cidade e tem excelente compromisso entre conforto e estabilidade, ainda que, em consequência da baixa qualidade do piso nas vias de trânsito brasileiras, seja difícil cumprir essa dupla missão de conduta. Quando se quer andar um pouco mais rápido, fazer curvas com um pouco mais de velocidade, mais uma surpresa. Ele lembra mais o comportamento de um hatch do que o de um SUV, que tem tendência de maior rolagem da carroceria por conta da sua altura. Tudo isso muito bem coadjuvado pela direção eletroassistida.

Ele também atende com agilidade e segurança a ligeiros desvios de trajetória, e os espaços de frenagem são eficientes e seguros com a presença de discos nas quatro rodas de série (276 mm de diâmetro na frente e 230 mm atrás) e do ABS, que atua mais rapidamente com o auxílio da assistência de frenagem hidráulica (HBA). Ele também traz o recurso de manter os freios secos durante as chuvas, fato conseguido com a maior aproximação das pastilhas dos discos. Merece destaque o ótimo isolamento acústico do carro, deixando do lado de fora barulhos de suspensão ou giros do motor.

O excelente motor turbo de quatro cilindros e 1,4 litro, que recebeu a denominação de 250 TSI por causa dos 250 Nm de torque (25,5 kgfm, que, aliás, é o maior entre seus concorrentes), está se tornando polivalente e lugar-comum nos carros da marca. Está no Golf e na Variant, no Jetta, no Tiguan e, agora, no T-Cross. Como manda o figurino da tendência downsizing, ele proporciona bom desempenho ao carro, com baixo consumo de combustível. O trem de força é complementado pelo câmbio automático de seis marchas que tem trocas rápidas, tanto no modo automático quanto no modo manual, pelas borboletas.

Na estrada, andando a 100 km/h constantes, ele chegou a fazer em torno de 17 km/litro de gasolina; não podemos nos esquecer de que a maioria dos SUVs, e o T- Cross não foge a essa regra, têm aerodinâmica menos eficiente em função da altura e conformação da carroceria. Com um Cx de 0,36, as velocidades mais altas e o consumo, principalmente na estrada, ficam um pouco comprometidos.

Para o mercado brasileiro, o T-Cross oferece alguns itens exclusivos no segmento: painel digital (Active Info Display), seletor de perfil de condução, Controle de Estabilidade (ESC) de série, bloqueio eletrônico do diferencial, suporte para celular no painel, quatro entradas USB (inclusive para o banco traseiro), iluminação da cabine em LED e acabamento com apliques no painel, seis air bags e saída de ar-condicionado para o banco traseiro.

Outro item exclusivo no segmento é o bloqueio eletrônico de diferencial XDS+, função que vem integrada ao controle eletrônico de estabilidade (ESC). Esse sistema diminui a necessidade de movimentação do volante por meio de intervenções seletivas nos freios das rodas internas às curvas nos dois eixos, transferindo o torque do motor para as rodas externas.

Ainda como suporte à dirigibilidade, o T-Cross vem com bloqueio eletrônico de diferencial (EDS), que, em situações de aderência de uma das rodas motrizes, aciona o freio da roda com menor tração, transferindo o torque para aquela com maior tração, proporcionando melhor mobilidade ao veículo. Esse acionamento é automático, sem a intervenção do motorista.

Todas as versões do T-Cross contam com luz de condução diurna (DRL) em LED, integrada ao farol de neblina. Há, ainda, a oferta de faróis full-LED; neste caso, a luz de condução diurna encontra-se na própria carcaça do farol. Além dos sensores dianteiro e traseiro para estacionamento, o SUV pode ser equipado com o sistema Park Assist 3.0, que permite o estacionamento autônomo em vagas paralelas e transversais – e agora inclui a função de freio de manobra.

O teto solar panorâmico Sky View, que toma mais da metade da área do teto do carro – com possibilidade de abertura elétrica da parte dianteira – é outro item disponível para o T-Cross. O carro avaliado, versão Highline com todos os opcionais, também trazia o sistema de som Beats, com sete alto-falantes (incluindo o subwoofer no porta-malas) e potência de 300 W RMS.

Volkswagen T-Cross 250 TSI Highline
>Preço R$ 124.840
>À venda Disponível
>Motor Quatro cil., 1.395 cm3, 16V, turbo, 150 cv entre 4.500 e 6.000 rpm/150 cv a 5.000 rpm; torque máximo de 25,5 kgfm entre 1.500 e 4.000 rpm e 25,5 kgfm entre 1.500 e 3.800 rpm (etan./gas.)
>Transmissão Automática com seis marchas; tração dianteira
>Suspensão Dianteira independente tipo McPherson; traseira por eixo de torção
>Comp. / largura / altura 4.199 / 1.977 / 1.570 mm
>Peso / material 1.292 kg / aço

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