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Pilotos que queríamos ter visto mais na F1

Acidentes fatais na pista, fora delas, outros quase fatais ou puro desinteresse impediram esses nomes de brilharem mais na categoria.

RaceCarStefan Bellof

A Fórmula 1 tem muitas lendas do volante. Mas existem alguns nomes que foram tão espetaculares e deixaram a categoria tão cedo que nos deixaram com vontade de um pouco mais.

Alguns deles perderam a vida na pista, outros em fatalidades e alguns simplesmente não quiseram mais continuar por acharem a categoria cheia de “mimimi”.

Porém, uma coisa é unânime: se eles pudessem competir um pouco mais, teriam feito chover. Vamos à lista:

Jim Clark

Jim Clark não precisa de introdução. Bicampeão da F1 e vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, o escocês era o Ayrton Senna de seu tempo. Porém, Clark acabou vítima de sua própria paixão por velocidade: perdeu a vida ao participar de uma prova de Fórmula 2 em Hockenheim, quando seu carro acertou as árvores que beiravam a pista. Se tivesse vivo, Clark poderia até ter passado os cinco títulos de Juan-Manuel Fangio.

José Carlos Pace

Este piloto brasileiro é pouco lembrado pelas gerações recentes, que só ligam seu nome ao do Autódromo de Interlagos. Porém, Pace foi um dos grandes nomes da geração dos anos 70 e vencedor do GP do Brasil de 1975, mas acabou tendo a vida ceifada após um acidente aéreo em Mairiporã,  cidade que fica ao norte da capital paulista. Curiosamente, seu lugar na Brabham acabou ocupado dois anos depois por Nelson Piquet, que foi bicampeão da F1 com o carro que era para ser de Pace.

Gilles Villeneuve

Villeneuve foi talvez o último grande showman da Fórmula 1 dentro da pista. Sua combinação com a Ferrari a partir de 1978 se tornou explosiva, tanto na pilotagem quanto na popularidade dos dois nomes. Depois de tantas bolas na trave, 1982 parecia ser o ano dele. Porém, o acidente fatal na Bélgica o privou do tão sonhado título e nos tirou um dos principais artistas das quatro rodas.

Stefan Bellof

Michael Schumacher? Que nada. O piloto que os alemães achavam que seria campeão mundial (depois de Wolfgang Von Trips, que morreu nos anos 50 também sem levar o título) era Stefan Bellof. Este alemão discreto se deu bem em todos os tipos de carros, principalmente os de F1 e de esporte-protótipos (atual WEC). Muitos diziam que era Bellof quem venceria em Mônaco/84, e não Ayrton Senna. Porém, acabou sendo vítima da curva Eau Rouge, na Bélgica, durante uma etapa dos esporte-protótipos, em 1985.

Juan Pablo Montoya

Depois de falarmos dos que não continuaram na F1 por terem perdido a vida, vamos falar de quem saiu por vontade própria. Juan Pablo Montoya chegou na F-1 como uma lufada de ar fresco em 2001, duelando diretamente com Michael Schumacher. Depois de brigar pelo título em 2003 e não se entender com a McLaren, perdeu a paciência, o tesão e decidiu ir para a Nascar para ganhar dinheiro, se divertir e por achar o mundo da Fórmula 1 “muito chato”. Se tivesse levado a F1 mais a sério, certamente Montoya teria levado, no mínimo, um título.

Robert Kubica

O polonês certamente foi o maior piloto que seu país já teve. Sua velocidade e habilidade nos monopostos era impressionante, a ponto de disputar uma corrida de F-Renault no Brasil com nomes do quilate de Lucas Di Grassi, Sergio Jimenez e Allam Khodair e colocar mais de 40 segundos de vantagem com um carro idêntico ao de todos. Na F1, sentiu o gosto amargo de um acidente forte, mas a ânsia por competir o levou a um gravíssimo acidente de rali em 2011, que prejudicou seriamente a mobilidade de seu braço direito. Nove anos depois, a Williams o convidou para fazer uma temporada inteira (o que pareceu um jogo de marketing), mas o time estava tão mal das pernas e Kubica tomou uma surra do novato George Russell que não tem nem como considerar isso um retorno.

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