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Pulse chega com forte apelo de estilo e preço

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A Fiat demorou a entrar no altamente competitivo segmento de SUVs compactos e crossovers. No entanto, o novo Pulse, em cinco versões (duas com motor de aspiração natural de 1,3 L e três com o novo motor tricilindro de 1.0 L turbo), vai permitir a marca defender e até ampliar sua liderança geral de mercado. Os preços de R$ 79.990 a 115.990,00 (sem todos os opcionais) devem tirar vendas dos concorrentes diretos e de hatches aventureiros.

Totalmente desenvolvido no Brasil, o Pulse exibe estilo bastante atraente, em especial frente e traseira. A Fiat apresenta-o como dono de arquitetura modular própria, mas partiu do Argo e incluiu vários aperfeiçoamentos em segurança, mecânica e eletrônica. O entre-eixos é apenas 1 cm maior. Em relação ao Argo Trekking é 10 cm mais comprido, mas a diferença de altura, também 1 cm.

Em distância livre do solo (19,6 cm) o Pulse perde para WR-V, por exemplo. Sendo 17 cm mais curto do que o Nivus, limita o tamanho do porta-malas. A Fiat declara 370 litros, na otimista medição por líquido. No padrão VDA, com blocos de 20 x 10 x 5 cm, mais perto da realidade, esse volume deve cair cerca de 20%. O crossover da VW tem 415 litros (VDA). Porta-malas não vem sendo fator predominante, como o Renegade demonstra.

Interior recebeu cuidados especiais. O volante novo inclui borboletas para trocas de sete marchas e tecla para o modo Sport. O sistema multimídia tem tela de até 10,1 pol. com conexão sem fio Android Auto e Apple CarPlay, carregamento por indução, internet a bordo para oito dispositivos, duas portas USB (uma delas USB-C) na frente e outra na traseira, navegador TomTom interativo, serviços de concierge e pagamento remoto (até multas de trânsito). Atualizações são feitas remotamente. Um único botão regula termostato e velocidade do ar-condicionado.

O Pulse recebe dois airbags frontais e dois laterais, mas estes oferecem uma inédita extensão de proteção para cabeça do motorista e do passageiro dianteiro. Todas as versões vêm com faróis e DRL em LED. Assistente de manutenção em faixa e frenagem autônoma de emergência (detecta veículos, mas não pedestres e ciclistas) estão nas versões mais caras. Faltou o controle automático de velocidade de cruzeiro adaptativo.

Na avalição em campo de provas, destaque para o motor tricilindro turbo 1-litro de 130(E)/125 cv(G), o mais potente do mercado nesta configuração. Torque de 20,4 kgf·m, para ambos os combustíveis, é igual ao do motor VW. Ainda assim, o mais econômico para seu nível de desempenho. O consumo de combustível, padrão Inmetro, é de 12 km/l (G)/8,5 km/l (E), no ciclo urbano e de 14,6 km/l (G)/10,2 km/l (E) no ciclo rodoviário. Respostas são muito boas e, apesar das limitações do câmbio CVT de sete marchas, parece mais ágil que os concorrentes.

No uso fora de estrada, também vai bem. Ângulos de ataque, de saída e central, altura mínima do solo e vão livre entre-eixos são suficientes para superar obstáculos leves a moderados.
Em resumo, o Pulse terá forte protagonismo no mercado. E, desta vez, não só pelo preço.

ALTA RODA

EXIBIR fotos ou filmes em redes sociais e sites que registrem transgressões de trânsito pode custar agora multas aos autores e responsáveis pela divulgação. A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei de Cristiane Yared (PL-PR) que prevê a retirada obrigatória das postagens. Em caso de reincidência as multas chegam a R$ 6.000 ao autor e R$ 14.000 aos divulgadores. Segundo o consultor em segurança de trânsito J. Pedro Correia, não há menção de como se dará a fiscalização. Será que essa lei “pega”?

FORD apresentará no final deste ano a nova Ranger, que estreia em alguns mercados já em 2022. Porém a produção só se iniciará na Argentina em 2023 e no mesmo ano exportada ao Brasil. É certo, segundo o site argentino Cars magazine, a substituição do atual motor de 3,2 litros, 5-cilindros em linha pelo Diesel V-6, de 3 litros, 253 cv, igual ao da picape grande americana F-150. A frente seguirá estilo da F-150 com DRL e faróis de neblina em forma de C.

JAC E-JS4, SUV elétrico de porte médio da marca chinesa, é o T-60 Plus sem o motor a combustão. Preço (R$ 249.900) é 93% maior, embora entre os elétricos no mercado mantenha-se competitivo. Banco do motorista tem regulagens elétricas, estranhamente menos no encosto. Porta-malas bom, mas 520 litros declarados seguem o padrão otimista de medição por líquido. Desempenho adequado à proposta. Alcance declarado de até 420 km fica na média do segmento, com limitações de praxe em uso rodoviário.

TALVEZ a ideia de se desfazer do carro próprio pode não ter sido a melhor para todos. Quem confiava na agilidade e conveniência dos carros de aplicativos, agora aponta atrasos e cancelamentos constantes, tanto do Uber quanto do 99. Com o aumento do preço dos combustíveis os motoristas passaram a ser mais “seletivos” porque seus ganhos encolheram. Uber até criou uma taxa de “urgência” para quem deseja ser atendido logo, por enquanto em Curitiba (PR), Belém (PA) e Campinas (SP).
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