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Rapidíssimos: agora, descapotáveis

Acabam de chegar ao Brasil as versões conversíveis dos supercarros McLaren 600LT e 720S. Se já eram incríveis, para quem gosta da sensação de liberdade ficaram melhores ainda.

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São desempenhos diametralmente opostos. Se nas pistas a marca amarga um jejum de vários anos de mau desempenho — este ano parece que começa a se recuperar, com resultados encorajadores, ainda que não 100% conclusivos —, os cinco mil carros que a McLaren deverá colocar nas ruas de todo o mundo mostram que a empresa não tem nada a reclamar do “consumidor comum”.

Em 13 meses de Brasil — desde maio do ano passado —, a companhia já vendeu 31 carros e a meta para 2019 é de 30 unidades, incluindo os quatro raros modelos Senna que estão chegando até meados do segundo semestre. Um desempenho excepcional se levarmos em consideração que os modelos apresentados estaticamente têm preços de R$ 2,35 milhões (600LT Spider) e R$ 2,45 milhões (720S Spider).

Mas podem ter certeza de que eles valem o que custam. Andamos no 600LT em uma pista no interior de São Paulo e ele é praticamente um carro de corrida. Além do valor, para pouquíssimos privilegiados, seu desempenho em pista exige uma habilidade acima da capacidade que a maioria desse pequeno número de compradores tem.

Bruno Bonifácio, gerente Geral da empresa, explica que o 720S Spider não é simplesmente uma derivação da versão cupê, já que foi desenvolvido simultaneamente. Mecanicamente ele continua com seu V8 biturbo em posição central, o que melhora o equilíbrio do carro, desenvolvendo 720 cv de potência e torque de 78,5 kgfm.

Segundo a fabricante, o 720S Spider, com o teto de vidro, pesa somente 1.332 kg a seco (sem fluidos). Ou seja, cada cavalo do motor carrega apenas 1,85 quilo de carro, o que justifica o desempenho de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e de 0 a 200 km/h em apenas 7,9 segundos. A aceleração para o quarto de milha é feita em 10,4 segundos, e a velocidade máxima é de 341 km/h com o teto fechado — com o teto aberto, ela “cai” para 325 km/h. A variação de velocidade se deve à diferença aerodinâmica em relação à versão cupê e aos 49 kg que ele ganhou por causa da inserção dos sistemas RHT (teto rígido) e ROPS (anticapotagem).

Ele ainda pode ficar até 60 kg mais leve se receber o pacote que inclui itens de fibra de carbono, ao custo de R$ 400 mil no preço final. Outro item opcional é o teto com visão panorâmica, com função eletrocrômica, deixando-o transparente ou colorido. O teto retrátil, de acionamento elétrico, permite que a operação de sua abertura seja feita em 11 segundos, com o carro até a velocidade máxima de 50 km/h.

O 600LT Spider, quinto carro da marca a carregar a nomenclatura Longtail — maior potência, peso reduzido, aerodinâmica otimizada e dinâmica voltada para as pistas —, traz uma capota rígida retrátil. Seu motor produz 600 cv de potência e 63,2 kgfm de torque. Ele vai acoplado a uma caixa de câmbio de sete marchas e, partindo da imobilidade, alcança os 100 km/h em 2,9 segundos, e os 200 km/h em apenas 8,4 segundos. A velocidade máxima é de 324 km/h com o teto levantado ou 315 km/h com ele abaixado.

O teto rígido de três peças pode ser acionado por meio de um botão, desde que o carro esteja em velocidades de até 40 km/h. Com ele aberto, os ocupantes se beneficiam não apenas do visual ao redor, mas também da memorável sensação auditiva proporcionada pelo som dos escapamentos que têm saídas na tampa traseira do carro, logo atrás das cabeças dos ocupantes. Um defletor de vento envidraçado, operado eletricamente, pode ser ativado independentemente da capota rígida, para reduzir o seu impacto ou aumentar a ventilação.

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