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Rumo à eletrificação

Com o GTE, a VW inicia a sua arrancada rumo à eletrificação no Brasil e na América Latina. O modelo que chega continua esportivo e ótimo de dirigir.

CarVW Golf GTE

A Volkswagen deu a partida na sua escalada pelos modelos eletrificados no mercado brasileiro, e o escolhido para isso foi o esportivo Golf GTE. Teoricamente ele reúne o melhor de dois mundos: o desempenho dos esportivos com a eficiência energética dos híbridos. Nessa mesma ocasião, a marca anunciou a chegada de nada menos que seis veículos elétricos e híbridos na região da América Latina até 2023.

Seguindo o conceito de que se anda pouca distância diariamente entre casa e trabalho, com o GTE raramente se usaria o motor a combustão, já que ele pode rodar até 50 km no modo elétrico. O Golf GTE estará disponível em somente três concessionárias da marca, em regiões estratégicas: Brasília, São Paulo e Curitiba.

VW Golf GTE

A bateria precisa de 2 horas e 45 minutos para carregar completamente, seja em uma tomada convencional de 220 V ou em uma estação de recarga.

O Golf GTE une o melhor de dois mundos: desempenho esportivo, com excelente eficiência energética. Pode ser conduzido no modo totalmente elétrico por cerca de 50 km. Isso atende à demanda de ⅔ da população que vive nos grandes centros urbanos, ou de sete em cada 10 pessoas. De acordo com a VW, para rodar 50 km por dia é preciso desembolsar apenas R$ 5, levando em consideração o preço estimado da energia na região Sudeste.

Dentro do segmento de hatches médios híbridos, o Golf é o único com tecnologia plug-in, que permite o carregamento em tomada convencional de 220 V ou em aparelhos wallbox de 3,6 kW ou mais. Além disso, o modelo traz itens como ACC (Controle Adaptativo de Cruzeiro), painel de instrumentos totalmente digital (Active Info Display) e sistema de infotainment com tela sensível ao toque de 9,2 polegadas e controle por gestos.

VW Golf GTE

O Golf GTE vem equipado com dois motores: um a combustão de 1,4 litro, turbo, com 150 cv, e um motor elétrico de 102 cv. Combinados, oferecem potência de 204 cv e torque de 35,7 kgfm. Com o motor elétrico usado como fonte única de propulsão, o carro pode atingir velocidades de até 130 km/h. Segundo a fabricante, a autonomia do GTE ultrapassa 900 km.
O GTE pode ser dirigido em quatro diferentes modos de condução: no e-mode, funciona somente o motor elétrico; no híbrido – que possui uma função que permite utilizar a carga da bateria ou mantê-la –, o carro escolhe qual é o sistema mais eficiente para cada situação de uso do veículo; no recarga, apenas o propulsor a combustão movimentará o veículo, além de fornecer carga para a bateria; no GTE, os dois motores trabalham juntos para otimizar o desempenho esportivo do carro.

Circulando por um percurso curto, porém variado, percebe-se que o carro é um pouco mais pesado em função das baterias. Ele tem 214 quilos a mais que o GTI. Mas isso não prejudicou seu comportamento dinâmico em pisos como o paralelepípedo ou nas curvas contornadas mais rapidamente. Na estrada, e com o modo GTE acionado, ele mostrou que continua sendo um bom esportivo, com acelerações e retomadas de velocidade muito rápidas. Ele mostra um ótimo compromisso entre esportividade e economia de combustível.

VW Golf GTE

À direita do eficiente motor de 1,4 litro, turbo, a combustão, os componentes do sistema híbrido.

GOLF GTE
>Preço R$ 199.900
>Motor Quatro cil. em linha, 1.395 cm3, 16V, potência máxima de 150 cv entre 5.000 e 6.000 rpm e torque máximo de 25,5 kgfm entre 1.500 e 3.000 rpm (gasolina); motor elétrico, potência de 102 cv e torque de 33,6 kgfm; potência máxima combinada de 204 cv
>Transmissão Automatizada DSG de seis marchas, tração dianteira
>Desempenho 0 a 100 km/h em 7,6 s; velocidade máxima de 222 km/h
>Peso 1.585 kg

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